O Banco Central (BC) iniciou uma investigação interna para apurar o crescimento acelerado e a consequente liquidação do Banco Master. A decisão foi tomada pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e está sendo conduzida pela corregedoria do BC, que opera com autonomia. O ex-diretor de Fiscalização do banco, Paulo Sérgio Neves de Souza, foi afastado do cargo uma semana após a liquidação, assim como o chefe do departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana.
Embora não haja acusações formais contra os servidores afastados, a investigação busca entender as circunstâncias que levaram à liquidação do Banco Master e como o Banco Central pode aprimorar sua governança interna de fiscalização. A ausência de um prazo definido para a conclusão das apurações indica que o processo pode se estender por um período significativo, refletindo a complexidade da situação.
As implicações dessa investigação podem ser amplas, afetando a confiança no sistema financeiro e a percepção pública sobre a eficácia da supervisão bancária no Brasil. O Banco Central espera, com essas medidas, não apenas esclarecer os eventos que culminaram na liquidação, mas também fortalecer as práticas de fiscalização para evitar ocorrências semelhantes no futuro.

