O Banco Central do Brasil recorreu contra uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou uma inspeção sobre a liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025. A informação foi confirmada na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, e o BC argumenta que tal inspeção deveria ser decidida apenas por meio de deliberação colegiada do TCU.
No recurso, o Banco Central destaca que não houve indicação de deliberação da Primeira Câmara do TCU que determinasse a inspeção, solicitando assim que a omissão fosse sanada. O ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, criticou a liquidação do Banco Master, pedindo uma análise detalhada da gestão do Banco Central e do crescimento da instituição a partir de 2019, sob a presidência de Roberto Campos Neto.
A situação gerou uma reação em cadeia no setor financeiro, levando a Febraban e outras entidades a defenderem a autonomia do Banco Central em nota conjunta. Essas organizações enfatizam a importância das decisões técnicas do BC e a necessidade de preservar sua independência, que é vista como fundamental para um sistema financeiro sólido e íntegro.

