Na última semana, o Banco do Brasil decidiu manter o percentual de payout em 30% para o ano de 2026, indicando a fração do lucro líquido que será destinada ao pagamento de juros sobre capital próprio e dividendos aos acionistas. Essa decisão, anunciada em um contexto de dificuldades financeiras, reflete a prudência da instituição diante da concorrência crescente no setor bancário, especialmente frente a instituições como Bradesco e Itaú.
Com a previsão de oito pagamentos ao longo do ano, sendo quatro deles antecipados e os demais complementares, essa política de distribuição de lucros foi considerada abaixo do padrão do mercado, o que gera apreensão entre os investidores. O desempenho recente do banco também não foi favorável, com uma queda de 60,2% no lucro líquido recorrente no terceiro trimestre de 2025, totalizando R$ 3,78 bilhões, abaixo das expectativas do mercado.
Embora o cenário atual seja desafiador, o Banco do Brasil poderá realizar pagamentos extraordinários de dividendos, que não estariam vinculados ao payout de 30%. A situação do setor agrícola e a alta inadimplência são fatores que também afetam a rentabilidade da instituição, tornando incertas as perspectivas de melhoria no retorno aos acionistas nos próximos trimestres.

