Segundo pesquisa da Febraban, a maioria das instituições financeiras estima que a carteira total de crédito cresça 9,2% em 2025, desacelerando para 8,2% em 2026. Esta previsão decorre do aumento no crédito direcionado, que deve subir de 10,1% para 10,9%. O crescimento é impulsionado principalmente pelas operações de crédito para pessoas jurídicas, que devem registrar um aumento considerável, sustentado por iniciativas governamentais.
A pesquisa revela que, apesar do crescimento robusto do crédito, a expectativa de crescimento para a carteira livre de crédito caiu levemente. A perspectiva para 2026 é de que a desaceleração ocorra de maneira gradual, com 73,7% dos analistas acreditando que o saldo total do crédito continuará a crescer, mas em um ritmo mais lento. Além disso, a maioria dos bancos (70%) espera que o corte da taxa Selic inicie apenas em março, quando a taxa deve ser reduzida de 15% ao ano.
As implicações dessas expectativas são significativas para a economia brasileira, refletindo tanto os desafios inflacionários quanto a necessidade de medidas adicionais para cumprir metas fiscais. O aumento nas projeções de crédito e a expectativa de uma desaceleração gradual indicam uma adaptação do mercado às condições econômicas. A evolução do cenário econômico e as decisões do Banco Central serão cruciais para definir o ritmo de crescimento e a estabilidade financeira nos próximos anos.

