Benin oferece cidadania a africanos da diáspora em novo programa

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Isaline Attelly, uma criadora de conteúdo de 28 anos da Martinica, residia no Benin há quase um ano quando descobriu suas raízes no país africano. Através de registros genealógicos, soube que sua bisavó materna nasceu no Benin e foi traficada durante a escravidão transatlântica. Motivada por essa revelação, Attelly se inscreveu no programa ‘My Afro Origins’, que concede cidadania beninense a pessoas de ascendência africana.

O programa é parte da estratégia do presidente Patrice Talon para elevar o reconhecimento do Benin no cenário internacional, especialmente entre turistas, e para resgatar a história do tráfico de pessoas escravizadas. Recentemente, Attelly participou de uma cerimônia de naturalização e expressou seu orgulho por representar seus ancestrais. O governo beninense também está implementando projetos que incluem a construção de uma nova Porta sem Retorno em Ouidah e um Museu Internacional da Memória e da Escravidão.

Talon, que se prepara para as eleições presidenciais em abril, recrutou personalidades como o cineasta Spike Lee para promover a iniciativa. Com a adesão de figuras da diáspora africana, como a cantora Ciara, que já recebeu sua cidadania, o programa busca não apenas celebrar a herança africana, mas também convidar descendentes a retornar às suas raízes. Estas ações representam um esforço significativo para transformar a memória da escravidão em um ativo cultural e turístico do país.

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