A BlackRock reportou um lucro líquido de US$ 1,127 bilhão no quarto trimestre de 2025, o que equivale a US$ 13,16 por ação em termos ajustados, superando as previsões de analistas que esperavam US$ 12,20. No critério GAAP, o lucro foi de US$ 7,16 por ação, afetado por despesas não recorrentes relacionadas a aquisições e contribuições filantrópicas. A receita total para o trimestre foi de US$ 7,008 bilhões, também acima das estimativas de US$ 6,760 bilhões.
O crescimento da receita reflete um aumento nas taxas básicas e um nível médio elevado de ativos sob gestão (AUM), que totalizaram US$ 14 trilhões ao fim de dezembro. A BlackRock registrou entradas líquidas recordes de US$ 698 bilhões no ano, com destaque para ETFs iShares e mercados privados. O lucro líquido, no entanto, caiu 33% em relação ao mesmo período do ano anterior, apesar do crescimento de 23% na receita.
O conselho da BlackRock aprovou a recompra de 7 milhões de ações e aumentou em 10% o dividendo trimestral, que passará a ser de US$ 5,73 por ação, a ser pago em março de 2026. O CEO da empresa, Larry Fink, destacou um ‘momentum acelerado’ e um pipeline amplo de crescimento para 2026. No pré-mercado de Nova York, as ações da BlackRock apresentaram uma alta de 1,31% por volta das 8h15 (horário de Brasília).

