O ex-presidente Jair Bolsonaro encaminhou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, buscando autorização para receber assistência religiosa na Polícia Federal, onde se encontra em custódia. A defesa argumenta que a liberdade religiosa é um direito fundamental, e menciona que Bolsonaro gostaria de ser acompanhado por dois pastores, em um atendimento supervisionado que não interfira na rotina da unidade prisional.
No documento, os advogados ressaltam que o ex-presidente já recebia acompanhamento espiritual durante seu período de prisão domiciliar, sem quaisquer incidentes que afetassem a ordem pública. Com a transferência para a Superintendência da Polícia Federal, a continuidade do atendimento religioso foi inviabilizada devido às restrições do novo regime de custódia, o que motivou o pedido de autorização ao STF.
A solicitação reflete uma preocupação com os direitos de liberdade religiosa mesmo em contextos de privação de liberdade. A autorização, se concedida, poderá permitir que Bolsonaro tenha um suporte espiritual regular, o que é considerado essencial para muitos indivíduos em situações similares, segundo a defesa. Assim, o desdobramento deste pedido pode impactar a rotina do ex-presidente e o entendimento sobre direitos religiosos em instituições prisionais.

