Brasil deve priorizar Índia em vez de focar apenas na Europa

Bruno de Oliveira
Tempo: 1 min.

O Brasil se encontra em um ponto de inflexão no comércio exterior, celebrando a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, mas precisando reconsiderar suas prioridades. A Europa impõe barreiras não tarifárias que dificultam o acesso a produtos brasileiros, enquanto a Índia, com uma economia em crescimento, desponta como um destino lógico para as exportações brasileiras.

Com um PIB projetado para crescer 6,5% até 2025, a Índia possui uma população jovem e em urbanização, demandando infraestrutura e insumos que o Brasil pode fornecer. O fortalecimento da relação bilateral, que movimentou US$ 12,1 bilhões em 2024, possibilita um ciclo virtuoso que beneficia ambas as nações, garantindo segurança alimentar e energética para a Índia e acesso a insumos para o agronegócio brasileiro.

A hora de mudar a rota é agora, com o Mercosul buscando ampliar acordos preferenciais com a Índia. Ignorar essa oportunidade em um mercado em ascensão pode resultar em perdas significativas para o Brasil no comércio exterior nas próximas décadas. O empresariado deve se antecipar e explorar as possibilidades que a Índia oferece, diversificando suas relações comerciais para mitigar riscos geopolíticos.

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