Anualmente, o Brasil vivencia um aumento significativo de acidentes de trânsito durante as férias, resultando em um número alarmante de mortes e feridos. A cultura de aceitação desse risco como parte da experiência de viajar é criticada, sugerindo que as políticas públicas de segurança viária falham em abordar a gravidade do problema. Em 2025, o estado de São Paulo registrou 475 motociclistas mortos, reforçando a necessidade de uma mudança urgente na abordagem de segurança no trânsito.
O autor propõe a adoção do conceito de Sistema Seguro, inspirado na Visão Zero, que considera inaceitável a morte no trânsito. Ele argumenta que a responsabilidade pela segurança viária deve incluir não apenas o comportamento dos motoristas, mas também a infraestrutura, fiscalização e regulamentação adequadas. A necessidade de medidas concretas, como fiscalização contínua e melhorias na engenharia das vias, é enfatizada como essencial para prevenir fatalidades.
Além disso, o texto alerta para a urgência de uma abordagem integrada que leve em conta a segurança dos pedestres e motociclistas nas cidades. Propõe-se que o governo estabeleça metas claras para a redução de mortes e que ações efetivas sejam implementadas para promover um ambiente urbano mais seguro. O autor conclui questionando se as autoridades continuarão a aceitar a morte como parte da mobilidade ou se mudarão o sistema para priorizar a vida.

