Após a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% ao ano, o Brasil se destaca com um juro real de 9,23%, ocupando a segunda posição no mundo. Esse dado foi divulgado no “Ranking Geral dos Juros Reais”, realizado pelas consultorias MoneYou e Lev Intelligence, que avaliam o rendimento real do dinheiro em diversos países.
O juro real é calculado subtraindo a inflação esperada da taxa de juros nominal, refletindo o ganho efetivo do dinheiro. Enquanto a manutenção de juros elevados busca controlar a inflação, essa estratégia também traz desafios, como o encarecimento do crédito para famílias e empresas, o que pode elevar o endividamento e prejudicar os lucros corporativos.
As altas taxas de juros criam um ambiente econômico desafiador, onde a preferência pode recair sobre aplicações financeiras em detrimento de investimentos produtivos. Isso pode desestimular o crescimento econômico a longo prazo e limitar a capacidade de crédito, afetando a produção e o mercado de trabalho. Apesar disso, analistas indicam que a atratividade de ações pode ser mantida por um fluxo de investimentos estrangeiros seletivos.

