O Brasil está em uma encruzilhada em sua busca para se posicionar como um líder global na produção de hidrogênio verde até 2025. Um relatório da Agência Internacional de Energia destaca a importância de um planejamento coordenado e ações concretas para evitar que o país permaneça apenas como um potencial gigante nesse setor estratégico. A criação de um Fundo de Transição Energética, conforme proposto pelo governo, poderia facilitar essa transformação ao direcionar investimentos para áreas críticas.
O documento da IEA aponta que a competitividade do Brasil em energia limpa é notável, mas ressalta que a falta de infraestrutura e planejamento integrado pode comprometer a transição energética. Para isso, são necessárias três ações prioritárias: a integração de eletrolisadores na expansão da rede elétrica, a consolidação do Programa de Hidrogênio de Baixo Carbono e a reforma regulatória para garantir flexibilidade no sistema. Essas iniciativas visam garantir segurança energética e atratividade para investimentos em um mercado em crescimento.
A implementação dessas diretrizes é imperativa para que o Brasil não apenas alcance suas metas energéticas, mas também se destaque como um exemplo de inovação e sustentabilidade. A transição energética não será bem-sucedida sem um comprometimento real com um planejamento coordenado e ações imediatas. O futuro do hidrogênio verde no país depende da capacidade de integrar esforços políticos, evidências técnicas e investimentos estratégicos.

