As contas públicas do Brasil fecharam 2025 com um déficit de R$ 55,021 bilhões, o que equivale a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB). Este resultado negativo é resultado do crescimento das despesas do governo federal, que superou as receitas. Em comparação a 2024, quando o déficit foi de R$ 47,553 bilhões, a situação fiscal se deteriorou, evidenciando desafios para a gestão financeira do país.
As Estatísticas Fiscais, divulgadas pelo Banco Central, indicam que o setor público consolidado, que inclui União, estados, municípios e estatais, enfrentou pressões financeiras, especialmente devido ao aumento de gastos obrigatórios como Previdência Social. Embora a arrecadação tenha alcançado níveis recordes, a elevação dos gastos foi superior, resultando em um déficit primário significativo. O governo central, em particular, registrou um déficit primário de R$ 58,687 bilhões, refletindo a necessidade de ajustar as contas públicas.
O impacto desse déficit nas contas públicas é relevante, uma vez que a dívida líquida do setor público alcançou R$ 8,311 trilhões, representando 65,3% do PIB. Essa situação fiscal pode influenciar a percepção de risco do Brasil por investidores e agências de classificação, afetando o ambiente econômico e a capacidade do governo de implementar políticas públicas eficazes. A gestão fiscal se torna, assim, uma prioridade urgente para evitar maiores repercussões na economia nacional.

