Em 2025, as contas externas do Brasil fecharam com um déficit de US$ 68,8 bilhões, representando 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB). O Banco Central comunicou que esse valor é semelhante ao registrado no ano anterior, quando o déficit foi de US$ 66,2 bilhões. O resultado reflete a dinâmica das transações correntes do país, que incluem comércio de bens e serviços e transferências internacionais.
O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, destacou que, apesar do déficit, os investimentos diretos no Brasil aumentaram para US$ 77,7 bilhões em 2025. Isso demonstra um financiamento sólido das contas externas, com um aumento na corrente comercial, que alcançou recordes em exportações e importações. No entanto, a balança comercial registrou um superávit de US$ 59,9 bilhões, 8,9% inferior ao do ano anterior.
A análise dos dados revela que, embora o déficit em renda primária permaneça elevado, a conta de renda secundária apresentou um superávit, contribuindo para a estabilidade das contas externas. A entrada líquida de investimentos diretos e a alta nas reservas internacionais, que somaram US$ 358,2 bilhões, são fatores que reforçam a confiança na economia brasileira. A situação das contas externas, portanto, reflete uma combinação de desafios e oportunidades para o país no cenário econômico global.

