Brasil se destaca como candidato a líder na exportação de aeronaves elétricas

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

Especialistas apontam que o Brasil possui as capacidades necessárias para se tornar um polo global na produção e exportação de aeronaves elétricas, particularmente as eVTOLs. A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, recentemente captou US$ 1,2 bilhão, recursos que serão aplicados em pesquisa, desenvolvimento e integração da nova tecnologia na mobilidade aérea urbana. No entanto, é essencial aprender com os erros do passado para evitar que a nova indústria enfrente dificuldades semelhantes às do carro elétrico nacional.

A operação da Eve Air Mobility não apenas coloca a empresa entre as mais bem capitalizadas do setor de mobilidade aérea, mas também solidifica o Brasil como um importante jogador na inovação aeroespacial sustentável. A demanda por soluções de transporte urbano, como as aeronaves elétricas, é crescente, especialmente em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Contudo, a transição para um mercado efetivo requer a superação de desafios regulatórios e a construção de uma infraestrutura urbana que suporte a operação dessas aeronaves.

O futuro do Brasil como líder na exportação de eVTOLs dependerá da capacidade de desenvolver uma estratégia industrial robusta e do suporte governamental. É crucial que o país priorize a inovação tecnológica e a formação de mão de obra qualificada, garantindo que sua indústria não apenas atenda às demandas do mercado, mas também se destaque globalmente. Se o Brasil conseguir alinhar esses elementos, poderá evitar os erros do passado e se firmar como um centro relevante na mobilidade aérea do futuro.

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