Em 26 de janeiro, a Polícia Federal deu início a uma nova fase de depoimentos no Supremo Tribunal Federal, visando apurar a compra de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O diretor de Finanças do BRB, Dario Oswaldo Garcia Júnior, foi o primeiro a prestar depoimento, embora o conteúdo de sua declaração não tenha sido revelado devido ao sigilo processual. A oitiva é parte de uma investigação mais ampla, determinada pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso.
Na sequência, estão agendados depoimentos de empresários ligados ao Banco Master e de outros executivos da instituição. Alberto Felix de Oliveira, superintendente executivo de Tesouraria do Master, optou por permanecer em silêncio, exercendo seu direito constitucional. A agenda de depoimentos seguirá com mais quatro investigados, incluindo dirigentes das duas instituições, alguns dos quais participarão por videoconferência.
A investigação investiga possíveis irregularidades na negociação de carteiras de crédito entre o BRB e o Banco Master, englobando crimes como gestão fraudulenta, uso de informação privilegiada e lavagem de dinheiro. O caso tramita no STF devido à presença de um deputado federal entre os investigados, embora a ligação do parlamentar com as suspeitas ainda não tenha sido confirmada. A continuidade das oitivas poderá revelar mais informações sobre as alegações e as práticas financeiras em questão.

