A Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou, na noite de quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, diversas punições às seleções de Senegal e Marrocos em decorrência da conturbada final da Copa Africana de Nações. O técnico da seleção senegalesa, Pape Thiaw, foi o principal punido, recebendo uma suspensão de cinco jogos e uma multa de 100 mil dólares. As sanções foram motivadas por conduta antidesportiva, após Thiaw ter orientado seus jogadores a abandonarem temporariamente o campo em protesto contra um pênalti contestado em favor do Marrocos nos minutos finais do jogo.
A partida, que terminou com a vitória de Senegal por 1 a 0 na prorrogação, foi marcada por cenas de tumulto, incluindo tentativas de invasão por parte da torcida senegalesa. Além das sanções ao técnico, a Federação Senegalesa de Futebol foi multada em 615 mil dólares, e dois jogadores senegaleses receberam suspensão de dois jogos cada. Já a seleção marroquina também enfrentou consequências, com o lateral Achraf Hakimi suspenso por duas partidas e a Federação Marroquina multada em 315 mil dólares por conduta inadequada de sua comissão técnica e torcedores.
Essas sanções devem ser cumpridas durante as eliminatórias para a próxima edição da Copa Africana de Nações, programada para 2027. O episódio destaca a necessidade urgente de medidas eficazes para garantir a disciplina e o fair play no futebol africano, refletindo os desafios enfrentados pelas federações em manter a ordem durante competições de alto nível. O impacto financeiro e reputacional das punições pode reverberar por anos, afetando a imagem das seleções envolvidas.

