Câmara de Maceió ignora regimento e aprova rejeição de contas de ex-prefeito

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Na sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Maceió, realizada em 29 de janeiro, a votação que visava reprovar as contas do ex-prefeito Rui Palmeira não obteve os dois terços necessários, resultando em 13 votos a favor, 10 contra e 2 abstenções. O presidente da Casa, Chico Filho, foi alvo de críticas ao considerar válida a votação, desrespeitando o regimento interno que exige 18 votos para a aprovação do parecer da Comissão de Orçamentos e Finanças.

As circunstâncias que cercaram a votação levantam sérias preocupações sobre a legalidade do processo. A pressão política nos bastidores e a condução da sessão pelo presidente da Câmara foram apontadas como fatores que comprometeram a transparência e a legitimidade da decisão. O vereador Rui Palmeira anunciou a intenção de recorrer à Justiça para anular a votação, alegando vícios processuais que tornaram a decisão inconstitucional.

As implicações deste episódio podem ser significativas para a política local, uma vez que evidenciam a fragilidade das normas regimentais em face de pressões políticas. O desrespeito ao regimento interno não apenas desacredita o processo legislativo, mas também pode gerar um movimento de contestação judicial que abalará a confiança na governança em Maceió. Este incidente ressalta a urgência de um debate sobre a integridade e a transparência nas práticas políticas na capital alagoana.

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