A Câmara de Vereadores de Palmeira dos Índios, em Alagoas, recebeu um total de R$ 8.952.156,27 em repasses do duodécimo durante o ano de 2025. Isso resulta em um custo médio de aproximadamente R$ 746 mil por vereador, gerando preocupações sobre a eficácia desse investimento em meio a uma crise financeira local que afeta áreas como saúde e educação.
O duodécimo, embora constitucional, levanta questões quando o volume de recursos não se alinha com a entrega de serviços à população. Em um cenário onde a cidade enfrenta carências estruturais e serviços públicos sobrecarregados, o elevado orçamento do Legislativo é visto como um privilégio. Cidadãos reclamam de ruas esburacadas e unidades de saúde com falta de recursos, enquanto questionam qual retorno é oferecido em troca dos quase R$ 9 milhões gastos anualmente.
A pressão por transparência e eficiência se intensifica, exigindo que a Câmara demonstre ações concretas que justifiquem os altos investimentos públicos. Em tempos de austeridade, o dilema se torna evidente: a população arca com os custos, enquanto a classe política decide sobre os gastos. A expectativa é que o Legislativo mostre resultados tangíveis, promovendo melhorias reais que impactem positivamente a vida dos cidadãos, além de números expressivos em relatórios financeiros.

