No dia 22 de janeiro de 2026, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos decidiu não incluir a autorização para a venda de E15, uma gasolina que contém 15% de etanol, em um projeto orçamentário. A decisão ocorre após intensas negociações e frustra os setores envolvidos, que esperavam a liberação do combustível durante todo o ano, especialmente para auxiliar agricultores em crise econômica.
A exclusão da proposta gerou reações negativas, especialmente da Associação de Combustíveis Renováveis, cujo presidente, Geoff Cooper, manifestou descontentamento com a falta de apoio do Congresso. Ele destacou que a liberação do E15 poderia reduzir os preços da gasolina e beneficiar agricultores, que enfrentam a pior crise econômica em quase cinco décadas. A criação de um “Conselho de Energia Rural” para desenvolver novas propostas foi vista como uma solução insuficiente e que prolonga a incerteza no setor agrícola.
Cooper enfatizou que já havia um consenso entre produtores de etanol e outros stakeholders sobre a importância do E15. A decisão do Congresso, portanto, não apenas frustra as expectativas de um setor que clamava por soluções imediatas, mas também levanta questões sobre a habilidade dos legisladores em lidar com propostas que poderiam trazer alívio econômico significativo. O futuro do E15 e de políticas energéticas mais inclusivas agora permanece incerto.

