Campanha eleitoral de Bangladesh inicia com novas promessas e polêmicas

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

A campanha eleitoral para as primeiras eleições nacionais de Bangladesh desde a destituição da primeira-ministra Sheikh Hasina começou em Daca, nesta quinta-feira. As eleições estão agendadas para 12 de fevereiro e ocorrem sob a supervisão de um governo interino liderado por Muhammad Yunus, que promete garantir a lisura do processo eleitoral, apesar das controvérsias que cercam a exclusão da Liga Awami, partido de Hasina.

Os principais partidos realizam comícios em diversas cidades, enquanto a aliança de dez partidos liderada pelo Jamaat-e-Islami, um partido islâmico, busca expandir sua influência. O clima político é tenso, com críticas ao uso do sentimento religioso e um novo partido, o Partido Nacional Cidadão, emergindo como uma força significativa. As preocupações sobre a ordem pública e a segurança durante as eleições também são pontos centrais do debate nacional.

As eleições de fevereiro não apenas determinarão a nova liderança, mas também incluirão um referendo sobre uma proposta de reforma política, a Carta Nacional de Julho. O governo interino busca legitimar essa carta, que visa estabelecer um sistema político mais equilibrado, mas enfrenta resistência de partidos que se opõem às mudanças. Assim, o cenário político de Bangladesh continua a evoluir, com implicações significativas para sua democracia e estabilidade.

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