Na madrugada do dia 3 de janeiro de 2026, forças americanas realizaram a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas. A operação, que durou menos de trinta minutos, culminou em sua transferência para Nova York, onde enfrentará diversas acusações, incluindo narcoterrorismo. O ocorrido provocou reações imediatas ao redor do mundo, com alguns críticos denunciando uma violação da soberania venezuelana, enquanto outros destacavam a inevitabilidade desse desfecho dada a situação política no país.
O contexto da operação se insere em um cenário mais amplo de rivalidades geopolíticas, onde a Venezuela se tornou um ponto focal na luta de influência entre potências como EUA, Rússia e China. Maduro, que assumiu o poder após Hugo Chávez, aprofundou a crise política e humanitária no país, resultando na saída de milhões de venezuelanos e na adoção de práticas autoritárias. A captura de Maduro, portanto, não representa apenas uma mudança de liderança, mas também um reposicionamento estratégico dos Estados Unidos na região, trazendo à tona a Doutrina Monroe e suas implicações para países vizinhos, como o Brasil.
O Brasil, que historicamente manteve uma postura ambígua em relação à Venezuela, enfrenta agora um dilema crítico. A necessidade de uma resposta clara se torna evidente, pois a geopolítica atual exige escolhas definidas em um mundo cada vez mais polarizado. Ignorar essa nova realidade pode levar o Brasil a uma posição de irrelevância no cenário internacional, especialmente em um momento em que as eleições de 2026 se aproximam, e candidatos que compreendam essas dinâmicas terão uma vantagem significativa sobre aqueles que insistem em narrativas ultrapassadas.

