Captura de Maduro revela limites da aliança com Rússia e China

Patricia Nascimento
Tempo: 1 min.

A prisão de Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos interrompeu tentativas discretas do regime venezuelano de negociar um exílio político no Leste Europeu, com foco em Belarus. Emissários de Caracas estavam em discussões para garantir proteção sob o regime de Aleksandr Lukachenko, aliado da Rússia, antes da ofensiva americana que culminou na sua captura e envio para os EUA, onde enfrenta acusações graves.

A ação americana não apenas frustrou os planos de Maduro, mas também evidenciou os limites do suporte internacional que a Venezuela recebe de aliados como Rússia e China. Moscou, que tradicionalmente apoiou o chavismo, hesitou em oferecer asilo, avaliando as consequências para suas negociações com os EUA sobre a guerra na Ucrânia, enquanto Pequim adotou uma postura cautelosa, priorizando seus interesses comerciais na região.

Com a queda de Maduro, a capacidade de Rússia e China de sustentar aliados em situações de crise se vê questionada. Os Estados Unidos enviam uma mensagem clara de que não permitirão o fortalecimento de potências rivais em sua esfera de influência, o que levanta incertezas sobre os futuros desdobramentos na dinâmica geopolítica das Américas.

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