Em dezembro de 2025, a cesta básica de alimentos sofreu aumento em 17 capitais do Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese e Conab. A única capital que não registrou variação foi João Pessoa, enquanto Maceió teve o maior aumento, de 3,19%, seguida por Belo Horizonte e Salvador, com elevações de 1,58% e 1,55%, respectivamente.
Os principais fatores para o aumento dos preços incluem a carne bovina, que subiu significativamente em 25 capitais, devido ao aquecimento da demanda interna e externa, além da oferta restrita. A batata também apresentou alta em quase todas as capitais, exceto em Porto Alegre, onde o preço caiu. No Rio de Janeiro, o aumento da batata chegou a 24,10%, refletindo problemas climáticos e o fim da colheita.
No geral, a cesta básica mais cara do país foi a de São Paulo, com custo médio de R$ 845,95, enquanto a estimativa do Dieese sugere que o salário-mínimo deveria ser de R$ 7.106,83 para suprir as necessidades básicas conforme a constituição. Essas variações de preços têm implicações diretas na economia e no poder de compra da população, especialmente em tempos de inflação crescente.

