O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, declarou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não houve intenção de intervir na execução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na sua manifestação, Gallo ainda afirmou que o CFM não exerceu qualquer competência correicional em relação à Polícia Federal, evidenciando uma clara separação de funções entre as instituições envolvidas.
A declaração de Gallo surgiu após a anulação de uma sindicância que investigava o atendimento médico ao ex-presidente, decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes. O presidente do CFM argumentou que o conselho não fez juízo antecipado sobre as denúncias recebidas, que inicialmente foram quatro e, posteriormente, aumentaram para 40. Ele enfatizou que o CFM não desejava intervir nas atribuições de outros órgãos do Estado, como a Polícia Federal.
O desdobramento desse caso pode ter implicações significativas para a relação entre instituições médicas e o sistema judiciário no Brasil. A posição do CFM pode ser interpretada como um esforço para reafirmar sua autonomia e evitar confusões sobre suas responsabilidades em casos que envolvem figuras públicas. A situação continua a ser monitorada, especialmente considerando o contexto político atual e as repercussões de ações judiciais envolvendo o ex-presidente.

