Chanceleres do Equador e Colômbia dialogam em meio a tensões comerciais

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Os ministros das Relações Exteriores do Equador e da Colômbia se reuniram pela primeira vez nesta quinta-feira (29) no Panamá, em um contexto de crescente tensão provocada por uma guerra tarifária entre os dois países. A disputa se intensificou após o presidente equatoriano, Daniel Noboa, criticar a Colômbia por sua falta de ação no combate ao tráfico de drogas, o que resultou em tarifas de 30% aplicadas mutuamente. O Equador, que enfrenta desafios significativos relacionados à segurança e ao tráfico de drogas, busca apoio internacional e uma revisão das condições comerciais.

Durante o encontro, o ministério equatoriano informou que um diálogo está em andamento, onde as partes apresentaram suas posições. No entanto, não foram divulgados detalhes sobre os tópicos discutidos pelas chanceleres Gabriela Sommerfeld e Rosa Villavicencio. A situação se agrava ainda mais com a suspensão da venda de eletricidade pela Colômbia ao Equador e o aumento de 900% na tarifa de transporte de petróleo pelo oleoduto equatoriano, evidenciando a crise nas relações bilaterais.

As tensões entre Equador e Colômbia têm implicações significativas, não apenas para o comércio, mas também para a segurança na região, onde operam grupos criminosos e guerrilhas. O presidente colombiano, Gustavo Petro, expressou sua disposição para dialogar, mas Noboa ainda não respondeu a essa oferta. O Equador, que apresenta uma das taxas de homicídio mais altas da América Latina, continua a buscar formas de fortalecer sua luta contra o crime organizado, ressaltando a urgência de uma solução pacífica para a crise bilateral.

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