A China implementou medidas de salvaguarda sobre a importação de carne bovina, o que poderá reduzir significativamente as exportações do Brasil. O especialista Alcides Torres, da Scot Consultoria, aponta que o Brasil, que exportava cerca de 1,5 milhão de toneladas anualmente, terá uma cota de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas em 2026, resultando na perda de até 500 mil toneladas de carne bovina para o mercado chinês.
A decisão do governo chinês, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, busca proteger a indústria local, alegando que o aumento das importações causou danos aos produtores nacionais. Torres observa que Argentina e Uruguai poderão ser menos impactados devido ao tamanho de seus rebanhos e volumes de exportação, enquanto empresas regionais como a Minerva podem se beneficiar indiretamente, dado que possuem operações em países vizinhos.
Apesar do impacto negativo imediato, a China permanecerá como um parceiro comercial importante para o Brasil. Torres sugere que o país deve diversificar seus mercados de exportação, buscando alternativas sem cotas ou tarifas, para mitigar os efeitos da nova política chinesa e encontrar novos caminhos para o comércio da carne bovina.

