China impõe tarifas elevadas à carne bovina brasileira e gera preocupações

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

A China anunciou a imposição de uma salvaguarda às importações de carne bovina do Brasil, elevando a tarifa de 12% para 67% com uma taxa adicional de 55%. Essa decisão, que estabelece uma cota de apenas 1,1 milhão de toneladas para 2026, foi avaliada como excessiva por Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global, em entrevista. O Brasil, principal fornecedor de carne bovina para o mercado chinês, pode enfrentar sérias consequências econômicas devido a essa medida.

Jank destacou que a medida pode provocar distorções no mercado interno da China, levando a uma possível inflação, já que a indústria chinesa não possui a mesma eficiência que a brasileira. Além disso, o coordenador sugere que o Brasil deve explorar alternativas, como ampliar a cota e negociar a redistribuição de volumes não utilizados por outros países. A postura da China, que historicamente se posicionou como defensora do comércio justo, levanta questões sobre sua estratégia comercial atual e a confiança nas relações bilaterais.

Por fim, o Brasil está considerando recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a salvaguarda, uma vez que a China não havia utilizado cotas na carne bovina anteriormente. O governo brasileiro deve avaliar cuidadosamente a legalidade da medida e a possibilidade de um remanejamento de cotas. As implicações desta decisão podem afetar não apenas o setor de carne bovina no Brasil, mas também as relações comerciais entre os dois países no futuro.

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