A China apresentou à União Internacional de Telecomunicações (UIT) dois pedidos para lançar quase 200 mil satélites, visando a criação de constelações que superariam a rede Starlink da SpaceX. Os registros foram feitos em 29 de dezembro pelo Instituto de Utilização do Espectro de Rádio e Inovação Tecnológica, que busca reservar uma parte significativa da órbita terrestre baixa, essencial para comunicações e aplicações militares.
Embora as autoridades chinesas não tenham detalhado o propósito exato dos satélites, especialistas sugerem que as constelações CTC-1 e CTC-2 estariam focadas em segurança eletromagnética e monitoramento do espaço aéreo. A apresentação dos pedidos à UIT implica que outros operadores terão que demonstrar que seus satélites não causarão interferência nas novas órbitas, o que pode dificultar a concorrência no futuro.
Essa movimentação ocorre em um contexto de crescente rivalidade entre China e Estados Unidos no domínio espacial. Especialistas questionam a viabilidade do plano, dado que seriam necessários lançamentos em um ritmo sem precedentes para cumprir os prazos estabelecidos. O episódio se torna ainda mais interessante após críticas recentes da China à SpaceX em fóruns da ONU, revelando as complexidades das dinâmicas geopolíticas no espaço.

