A China declarou, em 13 de janeiro de 2026, que tomará ‘todas as medidas necessárias’ para proteger seus interesses comerciais, em resposta ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas de 25% para qualquer país que negocie com o Irã. Essa decisão surge em um contexto de intensos protestos no Irã, onde a repressão governamental resultou em milhares de mortes e cortes de internet em várias regiões.
O porta-voz da embaixada chinesa em Washington criticou as tarifas, afirmando que guerras comerciais não produzem vencedores e que o protecionismo prejudica todos os envolvidos. A China, que é o maior parceiro comercial do Irã, enfrenta dificuldades devido ao medo de sanções que podem afetar seus negócios. A tensão entre as duas potências pode levar a consequências diretas para a economia global, afetando países que mantêm relações comerciais com o Irã.
A nova postura de Trump, que inclui a possibilidade de ações militares contra o Irã, intensifica a crise tarifária que já afeta mais de 140 países, incluindo o Brasil. A situação gera incertezas no comércio internacional, pois outras nações, como Japão e Coreia do Sul, buscam acordos para minimizar os impactos das tarifas. Essa escalada de tensões pode não apenas reativar uma antiga crise entre EUA e China, mas também abalar toda a economia global.

