O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decidiu exonerar Deivis Marcon Antunes do cargo de diretor-presidente da Rioprevidência na última sexta-feira, 23 de janeiro. A medida foi tomada após o início de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de irregularidades nos investimentos do fundo de previdência dos servidores estaduais. Antunes já havia deixado o Brasil em 15 de janeiro, ciente da possibilidade de ser investigado, e atualmente seu paradeiro permanece desconhecido.
A operação, conhecida como Barco de Papel, cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do Rioprevidência e em propriedades de gestores envolvidos. Além de Antunes, outros dois ex-diretores, Euchério Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal, também estão sendo investigados. As apurações se concentram em operações financeiras que teriam exposto o fundo a riscos inaceitáveis, com suspeitas de gestão fraudulenta e desvio de recursos, entre outros crimes.
A Polícia Federal revelou que as investigações, iniciadas em novembro de 2025, envolvem nove operações financeiras que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões em Letras Financeiras do banco Master. Em resposta à situação, o Rioprevidência está buscando substituir essas aplicações por precatórios federais. As consequências dessa investigação podem afetar a gestão do fundo e a confiança dos servidores na administração pública.

