O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, expressou preocupações sobre a condução das políticas fiscais pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma entrevista recente, Alban classificou decisões econômicas como ‘irracionais’ e criticou a proposta que visa reduzir benefícios fiscais de maneira linear em 10%. Segundo ele, essa abordagem não só aumenta a injustiça tributária, mas também ignora a necessidade de um ajuste nas contas públicas antes das próximas eleições.
Alban destacou que a gestão atual tem se afastado de um debate construtivo, adotando um discurso polarizador que poderia resultar em um cenário fiscal insustentável. Ele prevê que, caso os gastos públicos sejam ampliados em ano eleitoral, a situação fiscal do Brasil se tornará ‘explosiva’ em 2027. A situação é agravada pela baixa produtividade e a necessidade de um diálogo mais efetivo entre o governo e o setor produtivo.
Por fim, o presidente da CNI alertou que o Brasil se encontra em um momento crítico, onde a falta de ajustes fiscais pode levar a um déficit ainda maior. Ele enfatizou a importância de discutir racionalmente os gastos públicos e a necessidade de rever a estrutura tributária, a fim de evitar sacrifícios desnecessários a setores essenciais da economia. Alban conclui que a atual estratégia fiscal pode comprometer o futuro econômico do país, especialmente em um contexto eleitoral conturbado.

