Um relatório recente da MRB Partners afirma que o consumo é o principal motor do crescimento do PIB dos Estados Unidos em 2025, desafiando a percepção de que a inteligência artificial seria a força propulsora. De acordo com a estrategista econômica Prajakta Bhide, as despesas do consumidor superaram as contribuições da IA, que representaram apenas 20% do crescimento real do PIB, ajustadas para importações. Essa análise revela que a narrativa popular sobre a IA como salvadora da economia pode estar exagerada.
O estudo conclui que, embora a IA tenha um papel relevante, sua contribuição é superestimada. Em períodos de expansão econômica, o consumo tende a dominar, e as previsões para 2026 indicam que esta tendência deve se manter, mesmo diante de desafios como o crescimento mais lento da renda. Bhide destaca que a economia dos EUA está em boa forma, com suporte fiscal que ajuda a amortecer eventuais desacelerações.
Por fim, a análise sugere que a economia dos EUA pode continuar a apresentar crescimento, impulsionada pelos gastos dos consumidores e novos investimentos em tecnologia. No entanto, a dependência excessiva da narrativa da IA como motor econômico deve ser revista, considerando a importância do consumo na formação do PIB. Assim, os próximos anos serão cruciais para avaliar a sustentabilidade desse crescimento e as novas dinâmicas do mercado.

