A participação do rapper italiano Ghali na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, que ocorrerá em Milão e Cortina d’Ampezzo, gerou intensa controvérsia na Itália. Ghali, conhecido por seu posicionamento pró-Palestina, fez declarações polêmicas durante o Festival de Sanremo, onde pediu o ‘fim do genocídio’ na Faixa de Gaza, provocando reações adversas. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, afirmou que os eventos olímpicos devem ser pautados pelo respeito e que não acredita em mal-entendidos sobre a direção cultural do evento.
As declarações de Ghali e sua presença nas Olimpíadas levaram a críticas de diferentes setores políticos. A União das Comunidades Judaicas Italianas expressou preocupação sobre a orientação que o artista receberá para sua apresentação. Enquanto isso, representantes do partido Liga consideraram a presença de Ghali como chocante, afirmando que a Itália merece um artista que não tenha ligações com questões políticas controversas.
Por outro lado, defensores da liberdade de expressão, como membros do Movimento 5 Estrelas e do Partido Democrático, criticaram a posição do governo. Eles argumentam que a arte deve ser livre e que tentativas de censura não podem ser toleradas em uma democracia. A situação reflete um debate mais amplo sobre a liberdade de expressão na Itália, especialmente em contextos artísticos.

