Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide sobre a manutenção da Selic, atualmente fixada em 15% ao ano, o maior índice desde julho de 2006. A última reunião, realizada em dezembro, resultou na decisão de manter a taxa, e a expectativa é que essa postura se mantenha nesta nova reunião, com analistas prevendo cortes somente a partir de março.
A cautela do Copom está ligada ao comportamento da inflação, que ainda apresenta incertezas. Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú, destacou a importância da credibilidade do comitê em um cenário de expectativas inflacionárias desancoradas. Embora o IPCA-15 tenha mostrado uma desaceleração em janeiro, a decisão sobre os juros ainda está sendo avaliada com cautela.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem defendido a necessidade de cortes na taxa de juros, argumentando que o problema da dívida pública está atrelado ao juro real e não ao déficit fiscal. Com a previsão da XP Investimentos de que o Copom poderá iniciar um ciclo de cortes em março, o cenário econômico continua suscetível a mudanças conforme as decisões do Banco Central.

