Na quarta-feira (28), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil optou por manter a taxa de juros Selic em 15%, marcando a quinta vez seguida que a taxa permanece inalterada. A decisão foi motivada pela necessidade de controlar a inflação em meio a um cenário econômico global incerto, incluindo as políticas monetárias dos Estados Unidos, onde o Federal Reserve decidiu manter sua taxa básica de juros também inalterada.
O Copom destacou que a situação econômica exige cautela, especialmente para países emergentes, devido a tensões geopolíticas. Apesar da pressão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva por uma redução na taxa de juros, a manutenção da Selic reflete uma análise de que as expectativas de inflação permanecem acima da meta de 3% para os próximos anos, conforme apontado pelo Banco Central. A possibilidade de flexibilização da política monetária foi mencionada, com uma nova avaliação prevista para a próxima reunião em março.
As implicações desta decisão são significativas para a economia brasileira, uma vez que a taxa de juros elevada impacta diretamente o acesso ao crédito e, consequentemente, o consumo e os investimentos. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a manutenção da taxa, classificando-a como ‘um absurdo’. A expectativa é que, se a inflação continuar a cair, haja espaço para uma eventual redução da Selic, o que poderia estimular a recuperação econômica do país.

