O fundo imobiliário Arena FII, responsável pela gestão da Neo Química Arena, do Corinthians, foi liquidado pelo Banco Central do Brasil, resultando em pagamentos congelados a fornecedores. A determinação, que entrou em vigor em 15 de janeiro, impede o fundo de movimentar recursos, afetando diretamente a operação financeira do clube em Itaquera. A paralisação começou no dia 14 de janeiro, gerando impactos imediatos nas contas da arena.
A Reag Trust, gestora do fundo, teve seus bens congelados após investigações da Polícia Federal relacionadas a um esquema de fundos com valores inflacionados. Em resposta a essa crise, o Corinthians, por meio de seu diretor financeiro, anunciou planos para substituir a administradora do fundo, com a expectativa de que o Grupo Planner assuma a gestão. Essa mudança é crucial para destravar os pagamentos e assegurar a continuidade das operações do estádio.
Apesar dos desafios financeiros, a diretoria do Corinthians garantiu que o funcionamento da Neo Química Arena seguirá normal, sem impacto nas partidas do time profissional. O clube continua a operar jogos e eventos do estádio diretamente, o que minimiza a pressão sobre suas finanças. No entanto, a situação dos cotistas do Arena FII permanece delicada, com R$ 99,6 milhões em receitas operacionais a receber, refletindo a necessidade de uma rápida solução para restabelecer a liquidez do fundo.

