Recentemente, a Caixa Econômica Federal bloqueou R$ 35 milhões do Corinthians, montante proveniente da premiação da Copa do Brasil, como parte de um acordo para quitar juros devidos em 2026. A medida gerou controvérsia, pois o clube argumenta que o banco está utilizando receitas futuras para garantir o pagamento. Essa situação é apenas a ponta do iceberg em um contexto de dívida que ultrapassa R$ 2,7 bilhões, refletindo a grave crise financeira enfrentada pela equipe.
O Corinthians e a Caixa firmaram um acordo em 2022 para reestruturar o financiamento da Neo Química Arena, um ativo que atualmente representa uma dívida de mais de R$ 600 milhões. Entre os termos do contrato, estão garantias substanciais, como a vinculação de 50% da receita bruta da bilheteria da arena para o banco, além de receitas de naming rights e premiações esportivas. A pressão sobre o fluxo de caixa do clube é evidente, dificultando sua operação e planejamento financeiro a curto e médio prazo.
Em 2023, o Corinthians já buscou renegociar o acordo para reduzir os juros do financiamento, que podem chegar a R$ 100 milhões anuais. A proposta inclui destinar entre 50% a 60% da bilheteria anual ao pagamento da dívida, o que poderia prolongar a quitação por até 17 anos. A gestão financeira do clube, portanto, continua sendo um desafio central, enquanto a dependência da bilheteria se torna cada vez mais crítica para a sua recuperação econômica.

