Corte espanhola arquiva investigação sobre uso de spyware israelense Pegasus

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

A Suprema Corte da Espanha decidiu arquivar a investigação sobre o uso do software Pegasus, desenvolvido por uma empresa israelense, que teria sido utilizado para monitorar os celulares de ministros, incluindo o primeiro-ministro Pedro Sánchez. A decisão, anunciada em 23 de janeiro de 2026, foi motivada pela falta de cooperação das autoridades israelenses, que, segundo o tribunal, comprometeu a relação entre os dois países.

A investigação teve início em maio de 2022, após a confirmação de que os celulares de Sánchez e da ministra da Defesa, Margarita Robles, foram infectados com o spyware no ano anterior. Além deles, os dispositivos do ministro do Interior e do ministro da Agricultura também foram alvo do software, que é vendido apenas a entidades governamentais. A situação gerou preocupações sobre a segurança nacional e a privacidade de altos funcionários do governo espanhol.

O arquivamento do caso levanta questões sobre a eficácia da cooperação internacional em investigações de espionagem e pode impactar as relações diplomáticas entre Espanha e Israel. A falta de resposta das autoridades israelenses não só prejudica a investigação, mas também acirra o debate sobre a utilização de tecnologias de vigilância em democracias, enfatizando a necessidade de regulamentação mais rígida em relação ao uso de softwares de espionagem.

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