Cortes em financiamento forçam mulheres a deixar trabalhos de desminagem no Zimbábue

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Organizações dedicadas à desminagem no Zimbábue estão enfrentando cortes significativos de pessoal, com um impacto severo sobre mulheres que ocupam essas funções. Hellen Tibu, uma especialista em remoção de minas de 22 anos, expressa preocupação com a educação de sua irmã, já que os cortes de financiamento dos Estados Unidos a deixaram sem emprego. Ao se preparar para o retorno às aulas, Tibu se vê incapaz de cobrir as despesas escolares, incluindo a compra de um novo uniforme.

A situação de Tibu é emblemática dos desafios enfrentados por muitos trabalhadores na região, onde a presença de minas terrestres continua a ser uma preocupação significativa. A perda de emprego não apenas compromete a capacidade de sustentar suas famílias, mas também agrava a situação social em comunidades como Sakubva, um bairro densamente populoso em Mutare. Com a redução do apoio financeiro, o futuro da desminagem e a segurança na área tornam-se questões ainda mais urgentes.

Os cortes nos programas de financiamento têm implicações mais amplas para a segurança na fronteira entre Zimbábue e Moçambique, onde minas ainda representam um risco para a população. A falta de investimentos em desminagem pode atrasar esforços para garantir que as áreas sejam seguras para viver e trabalhar. As histórias de trabalhadores como Tibu ressaltam a necessidade urgente de abordagens mais sustentáveis para o financiamento de iniciativas de desminagem e apoio à comunidade.

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