Neste sábado, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, qualificou de “ataque criminoso” a agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. A declaração foi feita por meio de suas redes sociais e integra uma condenação mais ampla da região à intervenção militar no país vizinho, que inclui a exigência de uma resposta da comunidade internacional. A situação se agrava com a confirmação de ataques em várias localidades, incluindo Caracas.
Díaz-Canel enfatizou que a América Latina e o Caribe precisam ser defendidos como uma Zona de Paz, um conceito que ressoa com a política externa cubana. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também se manifestou, chamando os bombardeios de covardes e destacando que a Venezuela não provocou os Estados Unidos nem qualquer outra nação. Esta posição reflete um crescente sentimento de solidariedade entre os países da região diante da escalada das tensões.
As autoridades venezuelanas, por sua vez, confirmaram os ataques a locais civis e militares em diversos estados e acionaram o Comando de Defesa Integral da Nação. A mobilização das forças de defesa é uma resposta direta à grave situação de insegurança, e o governo exige uma ação internacional imediata para conter os atos de agressão. O desdobramento das forças pode indicar uma intensificação do conflito na região, colocando em risco a estabilidade de toda a América Latina.

