Milhares de cubanos se reuniram em Havana para prestar homenagem aos 32 militares mortos na Venezuela durante uma operação de captura do presidente deposto, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. O tributo, que ocorreu no aeroporto internacional, contou com a presença de figuras importantes como Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel, que exaltaram o heroísmo dos falecidos.
Durante a cerimônia, muitos cubanos desafiaram a chuva e as dificuldades de transporte resultantes da crise econômica para participar do ato de reverência. As urnas dos soldados foram levadas em uma caravana militar até o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, onde a tenente-coronel Magalys Leal expressou orgulho e tristeza ao reconhecer o sacrifício dos militares. A presença do público, ao longo do percurso, demonstra a forte ligação emocional e patriótica do povo cubano com seus defensores.
O tributo, que se encerra com uma marcha em frente à embaixada dos Estados Unidos, reflete a postura de resistência de Cuba diante das ameaças externas. Declarando que não há medo, os cubanos reafirmam sua determinação em defender a pátria a qualquer custo. A resposta ao presidente americano, Donald Trump, evidencia um sentimento coletivo de unidade contra pressões externas, reforçando uma narrativa de resistência que permeia a história da ilha.

