Cubanos se mobilizam em Havana contra ameaças de Trump

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Na noite de terça-feira (27/01), milhares de cubanos saíram às ruas de Havana em uma manifestação contra as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a tradicional ‘marcha das tochas’, os participantes expressaram sua oposição às ameaças de um colapso do regime cubano, destacando um forte sentimento de resistência. A mobilização acontece anualmente, em homenagem ao herói nacional José Martí, e foi intensificada este ano devido às crescentes tensões entre Cuba e os Estados Unidos.

A marcha, marcada por um tom anti-imperialista, foi liderada pela jovem política Litza Elena González Desdín, que convocou a multidão a manter firmeza ideológica diante das ameaças externas. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e o ministro do Exterior, Bruno Rodríguez, também estiveram presentes, enfatizando a unidade nacional e a firmeza em resposta aos comentários de Trump sobre a queda iminente do regime. A manifestação se tornou um símbolo de resistência ao que os cubanos percebem como pressão externa.

As declarações de Trump, que associou a crise econômica em Cuba à falta de petróleo venezuelano devido à captura do ex-presidente Maduro, intensificaram o discurso de resistência entre os cubanos. A marcha não apenas reafirmou a solidariedade interna, mas também serviu como um alerta sobre as implicações das políticas americanas na região. Assim, a mobilização se destaca como um marco da luta cubana contra as intervenções externas e reafirma a determinação do povo em manter sua soberania.

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