Lara Feigel aborda os desafios enfrentados por famílias em disputas de custódia, criticando a abordagem adversarial do sistema judicial. Este modelo, que resulta em um resultado de ‘ganhar ou perder’, amplifica o conflito entre os pais e compromete a possibilidade de acordos de co-parentalidade. Feigel argumenta que as melhores leis seriam aquelas que limitam a discricionariedade judicial, especialmente em questões familiares onde as crianças estão frequentemente no centro da disputa.
Uma alternativa viável ao modelo litigioso predominante é a presunção legal de parentalidade igual, que pode ser contestada em casos de violência familiar. Essa abordagem não apenas preserva o relacionamento das crianças com ambos os pais e suas famílias estendidas, mas também reduz o conflito entre os pais e previne a violência inicial. Apesar de evidências científicas que apoiam a parentalidade compartilhada, a reforma legislativa necessária ainda não foi implementada, refletindo uma falta de vontade política.
A invocação do ‘melhor interesse da criança’ pelos tribunais familiares não tem se traduzido em mudanças concretas, tanto no Reino Unido quanto em outros países. A necessidade de uma abordagem colaborativa e centrada na criança é urgente, mas a resistência a mudanças no sistema atual continua a ser um obstáculo significativo. Para que se possa avançar, é crucial que haja um compromisso político para adotar reformas que realmente priorizem o bem-estar das crianças após a separação dos pais.

