Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal no dia 23 de janeiro de 2026, onde refutou a afirmação de que teria relações políticas que ajudaram a desbloquear operações financeiras de sua instituição. Ele argumentou que, se de fato tivesse conexões políticas, não estaria sob monitoramento com tornozeleira eletrônica. O depoimento faz parte de uma investigação mais ampla sobre a atuação do banco e suas transações com o Banco de Brasília (BRB), que incluem a análise de carteiras de crédito em disputa.
Durante o interrogatório, Vorcaro destacou que a origem das carteiras de crédito discutidas está relacionada à empresa TIRRENO, que foi criada com o intuito de facilitar transações de crédito consignado. A delegada responsável pelo caso questionou as práticas de compliance do banco e a documentação necessária para a validação das operações financeiras. As investigações também se estendem ao Supremo Tribunal Federal e ao Banco Central, que têm monitorado a situação de perto, levantando preocupações sobre a legalidade das atividades do Banco Master.
O desdobramento dessa investigação poderá ter impactos significativos nas operações do Banco Master e em sua relação com outras instituições financeiras. A continuidade do processo poderá resultar em sanções administrativas ou legais, dependendo dos achados das apurações. A situação ressalta a importância da transparência e da conformidade regulatória no setor financeiro, além de potencialmente afetar a reputação de Vorcaro e de sua instituição no mercado.

