O procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo José de Castro Ferreira, afirmou que a saída de dez promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é um evento natural dentro da dinâmica institucional do Ministério Público. A exoneração coletiva ocorreu após um parecer favorável à soltura de investigados na Operação Tântalo II, que investiga a participação de autoridades locais em um esquema de desvio de recursos públicos. Ferreira garantiu que essa mudança não comprometerá as ações estratégicas do órgão.
Os promotores alegaram que o parecer de soltura enfraquece a atuação do Ministério Público no combate ao crime organizado, contradizendo as premissas do trabalho investigativo. Contudo, Ferreira destacou que as decisões estão em conformidade com a Constituição Federal e que não há intenção de contornar as normas do processo penal. A nova coordenação do Gaeco será liderada por Haroldo Paiva de Brito, garantindo continuidade aos trabalhos em andamento.
A Operação Tântalo II, que resultou na prisão de vereadores e outras autoridades, continua em andamento, com o Ministério Público reafirmando seu compromisso com a legalidade e a transparência. A saída dos promotores, embora significativa, é considerada uma mudança administrativa comum, e novas nomeações estão previstas para assegurar a estabilidade e a eficácia nas investigações. O procurador-geral concluiu que o Ministério Público seguirá atuando com rigor no combate à corrupção e na defesa dos interesses da sociedade maranhense.

