O ex-prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio César, provocou polêmica ao sugerir que quem não está satisfeito com o Sistema Único de Saúde (SUS) deve ‘fazer um plano de saúde’. Essa afirmação, feita em uma rede social, ressoou de forma negativa em uma cidade onde a maioria da população depende exclusivamente dos serviços públicos de saúde, gerando reações de descontentamento e indignação.
A fala do ex-prefeito revela uma falta de compreensão sobre a realidade enfrentada pelos cidadãos, que muitas vezes esperam longas horas em unidades de pronto atendimento superlotadas. Em vez de buscar soluções para o caos no atendimento, Júlio César optou por desviar a responsabilidade para o setor privado, ignorando as dificuldades que a população local enfrenta diariamente ao buscar cuidados médicos. O SUS é um direito constitucional, e a comparação do sistema brasileiro com modelos estrangeiros tem sido frequentemente usada para justificar sua precariedade, desconsiderando a má gestão que afeta sua eficácia.
A declaração não apenas expõe a insensibilidade do político em relação às necessidades da população, mas também reflete uma tendência preocupante de naturalização da exclusão no acesso à saúde. Ao minimizar a dor dos pacientes e sugerir que a solução está no mercado privado, Júlio César abdica de sua responsabilidade como gestor público. A reação da população demonstra que os limites do desrespeito foram ultrapassados, e a luta pela defesa do SUS e dos direitos sociais continua sendo uma prioridade para muitos cidadãos.

