A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda anunciou que a mediana do Prisma Fiscal para o déficit primário do Governo Central em 2026 passou de R$ 72,100 bilhões para R$ 72,400 bilhões. A divulgação ocorreu nesta quinta-feira, 15 de janeiro, após a coleta de dados realizada até o quinto dia útil do mês. Para 2027, a estimativa de déficit recuou de R$ 54,897 bilhões para R$ 51,970 bilhões.
A meta fiscal do governo é alcançar um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. Para isso, o governo tem negociado com o Congresso medidas que aumentem a arrecadação, incluindo cortes em benefícios tributários e a ampliação da tributação sobre apostas eletrônicas e fintechs. Essas ações devem gerar mais de R$ 20 bilhões, contribuindo para o cumprimento da meta fiscal.
Além das previsões de déficit, os economistas mantiveram estáveis as projeções para a Dívida Bruta do Governo Geral em relação ao PIB, com estimativas de 83,70% para o fim de 2026 e 87% para 2027. A arrecadação federal também sofreu ajustes, com uma leve redução nas estimativas para os anos de 2026 e 2027. As medidas adotadas pelo governo têm implicações significativas para o equilíbrio fiscal e a saúde econômica do país.

