Delegada de Polícia é presa em SP por suspeita de ligação com o PCC

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Layla Lima Ayub, aprovada recentemente em concurso público para o cargo de delegada da Polícia Civil de São Paulo, foi detida na manhã desta sexta-feira (16) sob a acusação de advogar para a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu enquanto ela cumpria o estágio probatório e se preparava para atuar na função, embora já estivesse empossada. As investigações revelaram que ela participou de uma audiência no estado do Pará como advogada, defendendo lideranças do PCC, o que é ilegal e compromete sua credibilidade profissional.

O corregedor-geral da Polícia Civil de São Paulo, João Batista Palma Beolchi, mencionou que as provas contra Layla são robustas e estão sendo analisadas pelas autoridades competentes. O secretário de Segurança Pública do estado, Osvaldo Nico Gonçalves, enfatizou que, até o momento de sua prisão, não havia qualquer registro que desabonasse a delegada. Contudo, a situação é complexa, visto que a investigada também estaria envolvida amorosamente com um membro do PCC, o que levou à sua detenção em conjunto.

As investigações prosseguem sob a supervisão da Polícia Civil e do Ministério Público, que buscam determinar a extensão das ligações de Layla com o PCC e se houve fraude em seu concurso. O promotor Carlos Gaya afirmou que não há evidências de irregularidades no processo seletivo, mas alertou para o risco que a presença de uma delegada com tais vínculos representa para a segurança pública. Layla responderá por crimes relacionados à lavagem de capitais e à participação em organização criminosa, com a possibilidade de prorrogação de sua detenção temporária por mais 30 dias.

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