A delegada Layla Lima Ayub foi presa em sua residência na zona oeste de São Paulo, no dia 16 de janeiro, após investigações que a ligam ao crime organizado. Ela havia assumido o cargo em 19 de dezembro, em uma cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, e é acusada de se infiltrar na Polícia Civil a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC).
As investigações revelaram que, já no cargo, a delegada atuou como advogada de um membro da facção, buscando sua soltura de maneira irregular. Além disso, Layla é apontada como namorada de um integrante do PCC e há indícios de que o casal adquiriu uma padaria em São Paulo para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas. O juiz responsável pelo caso alertou que essa infiltração pode ser um sinal alarmante para a segurança pública.
O caso levanta preocupações sobre a corrupção dentro das forças policiais e a possibilidade de que o Estado esteja se aproximando de uma situação de narcoestado. As autoridades continuam a investigar as conexões da delegada e a possível relação de empresas locais com o crime organizado, incluindo uma rede de serviços que supostamente atua em favor do PCC. O desfecho das investigações poderá ter implicações significativas para a segurança pública e a integridade das instituições no Brasil.

