A delegada Layla Lima Ayub, ex-policial militar do Espírito Santo, foi detida na zona oeste de São Paulo nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, sob suspeita de vínculos com o crime organizado. Sua posse como delegada ocorreu em dezembro, em uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, que contou com a presença do governador. A situação levanta questionamentos sobre como ela foi aprovada em um concurso público, mesmo com suspeitas de envolvimento com a facção criminosa PCC.
As investigações revelam que, durante a etapa de avaliação social do concurso, não havia registros que desabonassem Layla. Contudo, ela foi identificada em uma relação amorosa com um membro do PCC e atuou como advogada de outro integrante da facção logo após sua posse. O secretário da Segurança Pública de São Paulo afirmou que o processo seletivo não apresentou falhas, destacando que todos os novos delegados estão sujeitos a uma fase de escrutínio de três anos.
A Justiça determinou a prisão temporária da delegada e investiga a profundidade de seu envolvimento com a facção criminosa. O corregedor geral da Polícia Civil anunciou que a investigação será extensa, buscando esclarecer se Layla ingressou na polícia a mando do PCC. O juiz responsável pelo caso expressou preocupações sobre a possibilidade de que a infiltração da facção nas instituições de segurança pública seja um sinal preocupante para a sociedade.

